sexta-feira, 20 de novembro de 2009



Doce dor

De uns tempos para cá já não tenho mais inspiração.
Talvez me falte ânimo, não encontro uma razão.
Nem versos nem poesias, onde está aquele dom?
Nem músicas nem canções, minha voz está sem tom!

Procurando soluções é onde me acho forte.
Não atrás de pesos e medidas,
as vezes me sinto perto da morte.
Morte de sonhar, dançar, amor, cantar.

Morte de estar, sentir, passar
morte de tu, de mim, de nós
que vida teria o eu se não existisse o nós?

Você me mata um pouquinho todo dia
me mata a cede, a fome, o calor
me mata a vontade, o desejo, a paixão e o temor.
Você não me mata com maldade, mas me mata com amor.

Se o poeta já dizia se se morre de amor
porque não posso morrer eu enclausurado nesta dor?
Dor que me alimenta a alma e me faz viver
dor mais pura que a água da fonte e teus olhos no anoitecer.

O amor é dor, morte, tortura e desespero.
Mate-me! Torture-me! Desespere-me!
Consuma-me! Beba-me! Ferre-me!
Me leve a outra vida e na tortura me renegue.

Me faça sofrer dessa doce dor.
É de onde tiro minha razão.
Assim faço poesia e canção
pra lhe declarar o meu amor!

terça-feira, 17 de novembro de 2009



Explique se puder

Dois amigos sentam-se na mesa de um bar, cada um pede um chopp e é dado início à competição de: melhor filosofia de bêbado; melhor piada de bêbado; quem olhou primeiro a mulher mais gostosa que passou; quem fala mais besteira; e finalmente porém não menos importante, quem fala mais verdades.
A mente humana em toda a sua complexidade, é dotada de sistema de segurança digno de uma prisão de segurança máxima tão máxima que só existe em imaginação tamanha sua eficácia. Falo de segurança na mente porque convivo com a minha e sei que sempre que eu quiser ela vai esconder meus sentimentos mais profundos juntamente com minha face e demais trejeitos corporais.
Posso fingir o ódio, simular o amor, distorcer a raiva, inventar a gentileza, assim como você leitor também pode e faz.
Hora, hora! Atire a primeira pedra na tela do meu computador quem nunca fingiu um sorriso, simulou uma amizade e deu um tapinha nas costas de uma pessoa desejando realmente que a palma de sua mão funcionasse como a mais afiada das laminas! Se alguém ai do outro lado esta empunhando a pedra que levará meu amigo e companheiro computador ao cadafalso, eu lhe amaldiçoo até sua ultima geração. Hipócrita, safado e mentiroso você que diz ser o dono da sinceridade, o Sr. Direi a Verdade Doa o Que Doer.
Acredito sim nas pessoas que prezam pela sinceridade, mas não na perfeição. E sinceramente falando? Deus nos livre de um mundo sem falsidades! Como é que nós homens poderíamos levar mulheres e mais mulheres para a nossa cama sem o advento do falso “eu te amo”? E como as mulheres poderiam fingir os mais turbulentos orgasmos, enquanto não tivessem sucesso na busca daquele que possui o encaixe perfeito, sem a ferramenta do fingimento?
Sim! Mas comecei falando do chopp e tudo mais. Falei nele porque ele de certa forma me inspira, mas também me trás dúvidas. Já vi este ilustre personagem de nossas vidas desvendar os mais sombrios segredos que estavam guardados a sete chaves nos mais profundos recantos da mente humana. É diante de tal fato que me ponho a perguntar os poderes que esse líquido de um amarelo quase tão cintilante quanto o do ouro possui. Poderes estes capazes de driblar a segurança de nossas mentes.
Voltando ao assunto que falava antes de voltar a falar do chopp (deu pra entender né?), lhe dei tempo para pensar se atiraria mesmo uma pedra na tela de meu computador. Acredito que tenha chegado à conclusão que eu cheguei: Grande parte de nossas vidas é construída por mentiras, falsidades e fingimentos. Mas fazer o que? A vida é a vida!
Se desejares continuar pensando sobre o assunto, reflita comigo. Tudo o aqui discutido não seria algo ANTERIORAMENTE?


Pare para pensar!

Acredito que se tu paraste
é porque algo anterior a ti
e teu pensamento assim determinou.

A mente não é o começo de tudo,
mas apenas a continuação de uma
intensa vibração, que por sua vez
é fator primordial da criação
que hoje nos permite rimar!

Antes da mente existe algo.
Se eu soubesse o que, até lhe falaria,
explicaria com o maior prazer.

Mas enquanto explicar nem dizer sei
me delicio em pensar que a palavra dita,
o prazer sentido, o copo virado, o beijo dado,
a pessoa desprezada e a preguiça existente
são "anterioramente"!